Suporte | Juma

Picadeiro

O picadeiro ou base de montagem são para este modelo duas longarinas onde usaremos sarrafos de 2 x 10 centímetros equidistantes em 60 centímetros.

Sarrafos transversais serão fixados nas distâncias determinadas pelo projeto, estes serão o ponto de fixação dos moldes das seções.

Dois sarrafos dispostos na diagonal servirão para travar o modulo.

Os dois primeiros sarrafos transversais na proa deverão ser fixados posteriormente, estes devem transpassar o interior do quadro de fixação da roda de proa. Sua parte inferior ficara sob as travessas para facilitar a fixação.

Seções

As seções 2, 3, 4 e 5 interferem com as longarinas transversais, deve então ser feito um entalhe na seção e fixa-la diretamente na coluna

No plano de formas, folha 1 e folha 2 temos todos os moldes das seções e o quadro da roda de proa que devem ser copiados com carbono diretamente em uma chapa de compensado de 15 mm. Use uma pequena travessa para unir as duas partes de cada seção e lembre-se do encaixe na parte inferior da seção onde será ajustada quilha.

Estas seções serão posicionadas entre as travessas do picadeiro, a primeira seção na proa deverá então ser fixada ao quadro da roda de proa de posteriormente posicionada no picadeiro.

Espelho

O espelho de popa deve ser cortado a partir de compensado naval diferente as seções que são usadas somente para mantermos o formato do casco e ao termino dos trabalhos serão removidas. A fixação ocorre com o auxílio de dois pontaletes posicionados internos a longarina apoiado no sarrafo transversal e com o corte angular na parte superior. Neste caso 10 graus.

Será notado uma aparente diferença quanto as proporções no formato do espelho de popa, dado a sua inclinação e a projeção perpendicular a sua inclinação.

Um coral deve ser feito para união da quilha (espessura 4 centímetros).

Roda de proa

A roda de proa é fixada no quadro com um parafuso de rosca soberba na parte inferior e posteriormente na parte superior unida diretamente na quilha.

Antes a fixação deverá ser aplicado um ângulo de 20° para o assentamento dos strips do costado.

Quilha

A quilha é apenas um sarrafo com 6 centímetros de largura por 2 de espessura, deve ser encaixado nos entalhes das seções e  poderemos, o usar parafusos de rosca soberba para fixá-lo vem a ser conveniente, lembrando que antes do termino da forração estes parafusos devem ser removidos. Na roda de proa estes sarrafos serão fixados em definitivo  

Estando todas as peças firmes, devemos fazer alguns ajustes, a quilha deve ser plainada de proa a popa (plaina manual) para que se tenha as duas faces uma a cada bordo e seja coincidente com o ângulo do fundo permitindo um perfeito assentamento do forro do fundo, um virote ou uma régua flexível poderá perfeitamente indicar o quanto deve ser desbastado. O mesmo deve ocorrer no espelho de popa em todo seu perfil. A roda de proa também sofrerá algum desbaste de ajuste.

 

Forração do costado e fundo

Certifique-se de que os sarrafos estejam nestas medidas e que a madeira esteja realmente seca.

A face que tem o canto quebrado ficará pela parte externa do casco e formará entre uma peça e outra um vinco profundo permitindo que após o assentamento de todas as ripas seja preenchido com massa de epóxi colando e firmando as ripas entre si.

As ripas serão apontadas com pregos de 13 x 18 que não serão pregados totalmente, permitindo que seja removido após a colagem, o importante é que estas ripas permaneçam posicionadas adequadamente em sua posição.

Podemos também emendar estas ripas no comprimento, estas emendas serão feitas de topo em corte de 90°, tendo na aresta externa um pequeno desbaste, como nas laterais para permitir a colagem. Numa região de curva, ocorre um esforço maior e se necessário para mantê-las na posição uma emenda poderá ser feita usando um enchimento pela parte interna feito da mesma ripa com aproximadamente 10 centímetros de comprimento, primeiro prenderemos com um grampo C e usaremos em cada ponta um parafuso de rosca soberba pequeno para fixar, como esta peça interna será removida após a colagem, torna-se prático a remoção quando fixadas com parafusos, para evitar que haja aderência é bom forrar com plástico pela parte interna, não use papel ou jornal, o epóxi transpassa e acaba dificultando o trabalho.

O primeiro sarrafo do forro a ser assentado é na borda falsa, portanto todas as marcas de borda falsa devem estar visíveis em cada seção em ambos os bordos e que estejam perfeitamente nivelados, sobre esta marca então será aplicado o primeiro "strip" considerando da marca da borda para a parte do fundo. Pode ocorrer um desalinhamento e então deve ser corrigido, mesmo que não coincida com a marca da borda, o importante é estar perfeitamente desempolado e a curva seja harmoniosa. O primeiro sarrafo transversal na proa deverá ser removido.

A medida em que estes strips vão sendo assentados, pode-se perceber que tanto na proa como na popa haverá uma descontinuidade, ou seja nestas regiões se aproximam mais rápido em direção à quilha que a região central dado o perfil da seção central ser maior que o perfil das seções nos extremos. Para amenizar este efeito, toma-se um lote de 10 ou mais ripas (sempre número par) e desbastaremos sua largura em direção tanto na proa como na popa, tornado-os mais estreitos, grampeie o lote de strips e plaine simultaneamente para que neste lote fiquem com a mesma medida, você pode usar uma plaina elétrica ou até mesmo a manual com um pouco mais de trabalho mas com a mesma qualidade. Lembre-se que após esta operação as arestas devem ser quebradas novamente. Simultaneamente serão aplicados em ambos os bordos para manter a proporção.

O acabamento na proa deve ser feito transpassando o limite da roda de proa com o strip e posteriormente aparado pela face oposta da roda de proa e no mesmo ângulo, deste modo o strip oposto sobrepõe-se ao lado oposto e aparado da mesma forma. No espelho de popa basta transpassar e cortar coincidente com a face. Outro procedimento que se deve levar em conta tanto no espelho quanto na roda de proa é que serão peças definitivas do barco, portanto nestes pontos a colagem dos extremos dos strips deve ser definitiva.

Colagem de madeira com resina epóxi -->

Na quilha o acabamento será bem ao centro e lembre-se de desparafusar os parafusos de fixação da quilha, caso esta junção não seja perfeita poderá ser perfeitamente corrigido com massa de epóxi.

Após apontar todos strips em sua devida posição então iremos colar entre si adicionando massa de resina epóxi nos vincos entre os strips, os pregos ainda não devem ser removidos e certamente não passaremos massa na posição em que se encontrão basta preencher os espaços entre uma seção e outra de cada vinco e aguardar a cura da resina, posteriormente os pregos serão removido completando a colagem. Evite o excesso de massa para amenizar o trabalho de nivelamento.

Toda superfície deve ser lixada com lixa 40 para desbaste use sempre taco de lixa, caso haja massa excessiva pode ser usado também uma plaina manual, as aresta na proa e no espelho de popa devem ser ligeiramente arredondado para facilitar a laminação

Ao longo de todo comprimento da quilha deixaremos uma pequena face com com 2 centímetros de largura para assentar o patilhão e a quilha externa que deverá ser parafusado da parte interna para fora.

Após todo casco lixado, com todos cantos arredondados, use somente lixa 40, uma demão de resina epóxi deve ser aplicada nas madeiras para impermeabilizar, apos a cura da resina o processo de laminação poderá iniciar.

Laminação

A laminação será em toda parte externa do casco incluindo o patilhão, primeiro aplicaremos uma camada de tecido de 350 gr/m² e posteriormente a manta também com 350 gr/m².

O acabamento da laminação deve ser feito com lixa 60 para desbaste e acabado com lixa 100, então a superfície estará pronta para pintura.

Interior

A esta altura o casco estará praticamente soldo picadeiro, basta remover e apoiar em um berço na posição normal tal que o maior esforço seja definitivamente na quilha, se houver alma imperfeição entre os strips pode-se perfeitamente corrigi-los com lixa ou massa dependendo da condição.

A madeira da borda deve ser aplica antes de iniciar a laminação, esta é parafusada da parte interna para fora, a furação dos parafusos devem ser ligeiramente escareadas para embutir a cabeça.

Na parte do fundo ao lado quilha será então pulverizado o polurietano para correção do desnível entre os strips e a face da quilha, corrija o excesso de material com lixa preservando a altura da quilha. O laminado interno ser feito da mesma forma que o laminado externo, somente na parte inferior sobre a quilha então uma camada transpassa o centro em cerca 20 centímetros ao lado oposto, em todas as camadas formando uma espessura maior do laminado para reforço do casco e o piso ou paneiro, neste barco é inexistente. Na parte superior o laminado dobra sobre a borda, podendo também cobrir todo sarrafo até sua parte inferior.

O suporte das bancadas devem ser parafusados da parte externa para o interior, as bancadas devem ser fixadas em definitivo, elas fazem parte da estrutura do casco, o finca pé tenha certeza do local a ser instalado de acordo com quem ira remar o barco para evitar de mudar sua posição, os parafusos de fixação são aplicados de fora para dentro e teremos mais furos no casco para tampar.

O barco esta pronto para pintura, poderá ser PU, epóxi ou até mesmo esmalte sintético.